Emerson José
📉 Um relatório da Fairwork, divulgado em 23 de setembro de 2025, deu nota zero a oito plataformas de trabalho por aplicativo no Brasil, incluindo Uber, 99, iFood, Rappi e Loggi, por falharem em oferecer condições justas de remuneração, segurança e gestão, agravando a precariedade.
Das dez avaliadas, apenas InDrive e Superprof marcaram 1 ponto, enquanto empresas que pontuaram em 2023 agora zeraram, evidenciando um retrocesso em meio a planos de expansão, como os R$ 2 bilhões anunciados pela 99Food – nova rival do iFood, que mira R$ 1 bilhão em lucros em 2025 – em reunião com Lula no Planalto.
⚠️ O estudo destaca o aumento do endividamento, com trabalhadores enfrentando jornadas exaustivas para manter renda, muitas vezes negativadas por aluguéis de motos ou penalidades, enquanto plataformas como Uber (com banco próprio) e iFood (R$ 1,2 bilhão via iFood Pago) lucram com empréstimos que criam ciclos de dependência. A ausência de regulamentação, apesar de promessas do governo, contrasta com avanços na UE, onde vínculos empregatícios são presumidos, enquanto no Brasil o STF debate o tema sem solução.
📍 No Cariri, onde entregadores de Juazeiro do Norte e Barbalha dependem desses apps para sustento, a mobilização crescente – como o Breque de 2025 – reflete resistência contra abusos, inspirando a luta por direitos e dignidade no trabalho informal que sustenta tantas famílias sertanejas.
Você sabia? A PNAD 2022 mostra que 60% dos trabalhadores de apps no Brasil relataram endividamento, um aumento de 15% desde 2020, segundo o Fairwork, destacando a urgência de políticas públicas.
Fonte: Intercept Brasil, Fairwork, G1, 2025.
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