O último levantamento do World Justice Project (WJP) Rule of Law Index 2024, divulgado em outubro, mostra o Brasil avançando para o 80º lugar entre 142 países avaliados no índice geral de Estado de Direito.
É uma melhora em relação a anos anteriores.
No entanto, a lentidão persiste onde mais precisamos: na justiça criminal, o país ocupa o 113º lugar, com pontuação baixa (0.33 contra média global de 0.47), destacando a lentidão em julgamentos e a pouca punição efetiva a crimes.
A imparcialidade dos juízes criminais segue preocupante, classificada entre as piores do mundo.
Por que isso importa?
Como barbalhense que acompanha o dia a dia no Cariri, fico aliviado com o progresso geral – que reflete reformas como a digitalização de processos judiciais –, mas inquieto com a justiça criminal fraca, que afeta diretamente nossa segurança.
Para quem não sabe: o WJP mede oito fatores, como ausência de corrupção e direitos fundamentais, com base em 214 mil pesquisas de lares e especialistas.
No semiárido, onde furtos e violência doméstica são uma preocupação crescente, uma justiça lenta perpetua o medo nas famílias.
Precisamos de ações locais: mais varas criminais ágeis e treinamento para juízes imparciais, inspirado em países que promoveram reformas para acelerar julgamentos, mostrando que a ação política pode reverter o quadro. Barbalha merece uma justiça que proteja, não que espere.
Panorama: O Brasil viu seu escore geral subir, mas na América Latina, fica atrás de países como Uruguai (27º) e Chile (30º).
No Ceará, o Cariri tem um volume significativo de processos criminais estaduais, onde a lentidão processual e os atrasos impactam diretamente a vida dos cidadãos.
Globalmente, países que investiram em transparência judicial mostram que é possível fortalecer a confiança e a paz social.
O que acha dessa melhora no ranking? Já sentiu o impacto da justiça lenta no seu bairro? Envie relatos ou ideias pelo WhatsApp!
Emerson José
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