É o cúmulo do absurdo: a pessoa chega na UBS quase "pedindo arrego" para a vida, e a burocracia falta terminar o serviço! Antes de ver o médico, que pode estar tirando um "soninho da tarde" merecido (ou não!), a gente tem que passar pelo interrogatório: "Qual o nome da sua rua? Qual o sobrenome da sua tia-avó? Qual o seu bicho de estimação?"
A gente brinca para não surtar, mas o tempo perdido no cadastro é precioso e, em casos de urgência, pode ser a diferença entre a vida e a morte! Por que tanta papelada e dado repetido quando o essencial, que é o Cartão SUS, já deveria resolver tudo?
📜 O Cadastro Não Pode Ser a Prioridade: O SUS É Pela Vida!
Embora o cadastro seja essencial para o histórico e o repasse de verbas (o SUS paga o município por cada atendimento registrado!), ele não pode e não deve vir antes da estabilização do paciente.
Política Nacional de Urgência e Emergência (PNUE): As diretrizes federais estabelecem a prioridade absoluta da classificação de risco (Triagem) e do atendimento médico imediato em casos graves. A burocracia do cadastro deve ser feita após a estabilização clínica, se possível, ou por um acompanhante (Portaria GM/MS nº 2.048/2002).
O Cartão SUS (CNS): O CNS já contém os dados básicos e é a chave para o histórico de saúde. O sistema deveria priorizar a localização do paciente pelo CNS, CPF ou, no máximo, o nome completo, deixando os detalhes burocráticos para depois (Diretrizes DATASUS, 2024).
💡 Solução: De Papelada à Triagem Rápida (Protocolo de Manchester)
A solução não é eliminar os dados, mas mudar a ordem de prioridade e usar a tecnologia:
Prioridade do Protocolo de Manchester: A UBS e as UPAs devem aplicar rigorosamente a classificação de risco (Protocolo de Manchester ou similar). O paciente é avaliado por um enfermeiro (para estabilização de sinais vitais) em tempo zero, e só depois, se está estável (cor verde/azul), ele entra na fila do cadastro (Diretrizes de Urgência e Emergência, 2024).
Cadastro Rápido e Móvel: Em vez de manter o paciente na recepção, a equipe de cadastro pode usar tablets ou celulares para registrar os dados de identificação (CNS/CPF) na beira do leito ou enquanto o paciente aguarda na área de risco classificado como baixo (Modelo de Gestão em UPAs, RJ, 2023).
Fiscalização da Produtividade Médica: Para coibir o "soninho da tarde", os gestores municipais precisam fiscalizar o tempo de atendimento do médico. Sistemas de gerenciamento de UPAs registram o tempo que o médico leva para atender cada paciente classificado.
O uso de painéis transparentes mostrando a classificação de risco e o tempo de espera real ajuda a cobrar o profissional (Experiências de Transparência em Saúde, 2024).
Vamos exigir que a nossa saúde seja tratada com a agilidade que a vida exige, e que a papelada espere a gente sair do sufoco!
Qual foi a sua experiência mais demorada na UBS: foi a espera pelo médico ou o tempo no cadastro?
Emerson José
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