Quando eu era criança em Cubatão (SP), estudar na escola municipal era mais que lições de matemática ou português. Toda semana, cantávamos o hino nacional, hasteávamos a bandeira – um momento de orgulho para quem era escolhido – e, o melhor, tínhamos aulas práticas de trânsito.
Com carrinhos de brinquedo, uns eram motoristas, outros pedestres, e a cada mês trocávamos de papéis, aprendendo na prática sobre faixas, semáforos e respeito no trânsito, em um projeto que, segundo a Secretaria de Educação de Cubatão (2024), ainda reduz acidentes juvenis em 20%.
Em Barbalha, porém, nossas 50 escolas municipais, que atendem 8 mil alunos (Seduc-CE, 2025), focam pouco em educação cívica e de trânsito, deixando lacunas na formação.
Por que isso importa? Como barbalhense que vê nossas ruas, como a Avenida Leão Sampaio, virarem caos com filas duplas e acidentes, preocupa-me que nossos filhos cresçam sem aprender cidadania e segurança viária – para quem não sabe, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB, Art. 76) recomenda educação de trânsito nas escolas para formar cidadãos conscientes.
Essas aulas ensinam respeito, responsabilidade e até salvam vidas, já que 30% dos acidentes no Cariri envolvem jovens (Detran-CE, 2025).
Minha proposta é trazer esse modelo para Barbalha: implantar disciplinas mensais de trânsito prático em escolas como o CEI Maria Dolores, com circuitos educativos e hasteamento da bandeira semanal, inspirado em Cubatão e em Blumenau (SC), onde aulas práticas reduziram infrações juvenis em 25% desde 2022. Assim, formamos crianças orgulhosas e preparadas para um trânsito mais humano.
Panorama: Barbalha, com 75.033 habitantes (IBGE 2022), tem 15% de evasão escolar no ensino fundamental (Seduc-CE, 2025), e atividades cívicas poderiam engajar alunos, como no Cariri, onde Juazeiro testa projetos-piloto de trânsito em 10 escolas (2024). Nacionalmente, 40% dos municípios carecem de educação viária (MEC, 2024), mas exemplos como o Japão, com aulas de trânsito desde o jardim de infância, cortaram acidentes infantis em 50%, um modelo que Barbalha pode adaptar para criar cidadãos mais conscientes e ruas mais seguras.
O que acha de aulas assim nas escolas de Barbalha? Envie suas ideias ou memórias pelo WhatsApp!
Emerson José
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