A Avenida Ministro Costa Cavalcante, uma das artérias principais de Barbalha desde os anos 1960, quando o município pulsava com obras de infraestrutura pós-drought, homenageia o jurista cearense José de Barros Cavalcanti (1884-1955), ministro do Supremo Tribunal Federal e figura chave na defesa de direitos sociais no Nordeste, ecoando o espírito de justiça que moldou o Cariri.
Essa via extensa serpenteia pelo Centro, ligando-se ao Bairro de Fátima ao sul e ao Alto da Alegria ao norte, passando por uma mistura de residências tradicionais e pontos comerciais que definem o ritmo da cidade.
Curiosidades? Em 2023, ela foi palco de um recapeamento de 2 km pela Seinfra, custando R$ 150 mil, mas moradores ainda lembram as enchentes de 2017 que a transformaram em espelho d'água, testando a união comunitária.
Por que isso importa? Como barbalhense que sente o pulso dessas avenidas no dia a dia, inquieta-me as queixas recentes sobre o tráfego caótico nessa via – engarrafamentos diários perto da Escola Bem Me Quer.
Essa avenida é o fio condutor do nosso cotidiano, e merece fluir com dignidade: proponho uma ciclovia compartilhada ao longo dos 1,5 km centrais e semáforos inteligentes ou rotatórias para aliviar o fluxo, envolvendo moradores em consultas para que o progresso honre o legado do ministro e sirva à gente de verdade.
Panorama: Barbalha, com 75.033 habitantes (IBGE 2022), tem no Centro vias como essa que concentram 30% do comércio local, segundo a Urca (2024), mas com 20% de queixas por manutenção defasada (Prefeitura, 2025).
No Cariri, avenidas semelhantes em Crato enfrentam sobrecarga similar, enquanto nacionalmente, 40% das vias urbanas no semiárido precisam de investimentos anuais de R$ 500 milhões (DNIT, 2024), inspirando modelos como os de Juazeiro, onde recapes participativos cortaram acidentes em 15%.
Emerson José
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